Dois Mil e Jazz apresenta Jazz Festival Brasil
21/07/2010
De 19 a 22 de agosto, maior festival do gênero no Brasil vai inundar a capital mineira de ritmo e harmonia
“O jazz nasceu do povo. Tem lamento, alegria, religiosidade. Tem elementos que se somam, transformam-se e criam uma verdadeira magia que encanta e nunca morre. Nasceu do blues, das work songs, do negro espiritual protestante e do ragtime. O século XX modificou e consolidou o gênero musical como um dos mais ricos da humanidade. É múltiplo, é crescente e permeia a história de todos. O jazz tem ritmo, harmonia e melodia livres. Não existe apenas uma forma de tocar ou compor jazz. O artista imprime seu estilo em tudo o que faz. E este parece ser o território perfeito para que ele deixe sua marca”.
Grande admirador do jazz, o empresário mineiro Leonardo Soltz não economiza palavras para descrever o gênero, o qual vem conquistando cada vez mais pessoas que buscam por qualidade musical. Com o objetivo de comemorar essa maturidade, Soltz criou o selo Dois Mil e Jazz, que marca o ano do jazz no Brasil. “Trabalhamos oito anos levando o melhor do jazz para diversas cidades brasileiras. Nesse período, vivenciamos maior frequência do gênero em bares e restaurantes e diversos novos festivais surgiram acompanhando os passos do Jazz Festival Brasil. Nota-se uma evolução do consumo da música. Agregamos público, crítica e maturidade ao jazz”, explica.
Para este ano, uma série de shows estão programados e serão realizados de 19 a 22 de agosto. São expoentes nacionais e internacionais que se apresentarão no Grande Teatro do Palácio das Artes, todos escolhidos a dedo por Leonardo Soltz, juntamente com o diretor artístico do evento, Nik Payton. Sweet System, The Perfect Gentlemen, Tricia Boutté & New Orleans Band, Gary Brown, Ray Gelato & Giants e, do Brasil, a presença do ator global e músico Daniel Boaventura juntamente com a Jazz Festival Brasil Band são os nomes que transformarão BH na capital “jazzística” durante quatro dias.
O Jazz Festival Brasil 2010 conta com o patrocínio das empresas Oi, Cemig e Netservice e com o apoio de Oi Futuro, Porcão, Catch e Lei Federal de Incentivo à Cultura.
O festival
Com sua primeira edição realizada em 2001, o Jazz Festival Brasil já percorreu 11 cidades e passou por quatro regiões do país. Ao todo, foram mais de 30 atrações internacionais, 100 apresentações, público de 50 mil pessoas e 10 instituições e projetos sociais beneficiados. Entre os músicos que já se apresentaram por aqui a convite do JFB estão Judy Carmichael, Duke Ellington Orchestra, Leroy Jones Quintet, Bob Wilber, Irakli and The Louis Ambassadors, Gunhild Carlind, Randy Sandke, Porteña Jazz Band, Gangbé Brass Band, Kristine Mills, Dany Doriz & The Cave Huchette Quartet, Luis Fernando Veríssimo & Jazz 6, entre outros.
O saxofonista inglês, Bob Wilber, que participou do festival em 2009, fazendo um belo tributo a Benny Goodman, comenta que todas as pessoas envolvidas com o JFB amam música e se importam, realmente, com a disseminação da cultura do jazz. “O evento proporciona uma maravilhosa experiência para o público e para os músicos. Todos o aproveitam ao máximo”, lembra.
“Nestes oito anos, posso dizer que o Jazz Festival Brasil é uma iniciativa que vem superando seu principal objetivo: disseminar o jazz no país, apresentando-o como um gênero acessível a jovens e adultos de várias classes sociais. Um público que, durante os shows, reconhece standarts, aplaude releituras de antigos temas, encanta-se com improvisos e novas versões e passa a conhecer outros artistas, familiarizando-se cada vez mais com o ritmo”, afirma Soltz.
Música para todos
Desmistificando a ideia de que o jazz é uma música elitizada, o festival faz com que o gênero se torne ainda mais conhecido, ampliando sua massa crítica. Além disso, o evento abre as portas do Palácio das Artes para que pessoas as quais nunca estiveram no Grande Teatro possam conhecer o espaço, uma vez que o preço dos ingressos é acessível. De quinta a sábado, será R$ 40 (inteira) e, no domingo, R$ 3 (inteira). “O show de domingo é uma forma de trazer todos os tipos de público, ampliando o acesso à cultura. É também uma contribuição para que as pessoas vivenciem um programa de qualidade no Palácio das Artes”, diz Leonardo. Ele ainda destaca que o festival tem como diferencial ser realizado em um local preparado para oferecer conforto e qualidade ao público. “Mostramos aos espectadores a música bem feita. O jazz para cima, alegre e vibrante em um lugar que preserva a qualidade musical”.
Para a presidente da Fundação Clóvis Salgado, Eliane Parreiras, o Palácio das Artes procura oferecer ao público mineiro a maior diversidade cultural possível, apresentando gêneros e linguagens artísticas diversas. “O Jazz Festival Brasil qualifica a programação que oferecemos e inclui Belo Horizonte no circuito dos grandes festivais de jazz do país. Para nós, é um prazer compartilhar com o público mineiro uma programação artística de tamanha qualidade, e um evento tão importante”, diz.
Atrações de 2010
Ray Gelato & Giants
Dono de uma enorme coleção de discos, o pai de Ray Gelato provavelmente o influenciou musicalmente. Desde pequeno, ouvia Dean Martin, Bill Haley e muitos outros. Já jovem, ele poderia ser visto quase todas as noites nos melhores clubes de rock de Londres, onde aconteciam shows ao vivo. Ouvia os sons de Louis Jordan e Louis Prima, entre muitos outros artistas lendários, que mais tarde seriam influência sobre a música de Ray. Em 1979, o músico aprendeu a tocar sax. Estudando duro na escola à noite e com professores particulares, ele desenvolveu amor pelo jazz. Em seguida, foi apresentado a grandes nomes como Coleman Hawkins, Lester Young, Illinois Jacquet, Ben Webster, entre outros, os quais se tornaram influência sobre a reprodução de Gelato no sax.
Em 1982, viu o nascimento do grupo The Chevalier Brothers, com Maurice Chevalier. Após vencerem um concurso de talentos no Camden Palace, em Londres (a primeira vez que Ray era caracterizado como vocalista), a banda se tornou “queridinha da cena do clube de Londres.” Com a ajuda do amigo e baixista, que ficou conhecido como Clark Kent, The Chevalier Brothers foi pioneiro no retorno do swing dos anos 1940 e 1950. Eles eram um grande sucesso em clubes de todo o Reino Unido, excursionaram pela Europa e Japão e se apresentaram em inúmeros programas de TV. Também lançaram três álbuns, vários singles e tiveram a oportunidade de trabalhar com artistas lendários como Slim Gaillard. No auge da banda, faziam cerca de 200 shows por ano. Os músicos eram: Ray Gelato (sax, vocais), Maurice Chevalier (guitarra), Clark Kent (baixo), John Piper (bateria) e Roger Beaujolais (vibrações).
Em 1988, Ray apareceu tocando e cantando no filme de sucesso britânico, Scandal. Nesse mesmo ano, formou a banda Ray Gelato and The Giants of Jive. O grupo foi o protótipo da fórmula vencedora que Ray usa hoje. Sua extensa lista de shows inclui apresentações no Carnegie Hall, no Nice Jazz Festival, Festival de Jazz de Lugano e inúmeras passagens por toda a Europa. A banda também gravou três CDs antes de se separar em 1994. Neste ano, Ray trabalhou na trilha sonora do drama No Bananas. Além disso, formou a The Ray Gelato Giants, com a qual atua ainda hoje. Essa associação tem obtido grande sucesso da crítica por onde passa, incluindo o Umbria Jazz Festival, na Itália, o Montreal Jazz Festival, no Canadá, San Sebastian Jazz Festival, na Espanha, e shows em Nova York, Philadelphia, Tampa, Chicago, Washington DC e Los Angeles.
Em 2000, Ray apareceu no filme de Jude Law, Enigma, tocando sax naturalmente. Em 2002, The Ray Gelato Giants fez um show fantástico durante o casamento de Paul McCartney, realizado no The Ritz Hotel, em Londres, diante de uma plateia repleta de estrelas. O ano de 2003 foi ainda melhor para Ray e seus Giants. Nesse ano, tocaram no Umbria Jazz Festival, na Itália, e continuaram construindo uma grande base de fãs nos Estados Unidos.
O ano de 2004 foi um dos melhores anos da banda. Ray assinou contrato com a etiqueta True Blue (do Telstar Music Group). Foi quando lançou o aclamado Ray Gelato, álbum descrito pela Music Week Magazine como ‘o mais bem feito e brilhante álbum de 15 faixas’. Desde então, o músico tem estado mais ocupado do que nunca. Outras aparições na TV incluiram apresentações no Top of the Pops 2, no Terry & Gaby Show, na BBC News e no Good Food Live, onde ele também demonstrou ter talento como chef de cozinha.
No verão de 2004, Ray e sua banda fizeram turnê pela Europa, tocando em todos os grandes festivais na Espanha, Alemanha, Grécia, Suíça e Itália. O jornal The Times comentou: “durante o circuito do festival de verão ao ar livre, a energia ilimitada de Ray Gelato tornou a banda uma das mais populares da Europa”. De volta ao Reino Unido, Ray e banda continuaram a expandir sua base de fãs. Ele foi convidado a participar da BBC Proms in the Park, diante de um público animado de 40 mil pessoas, no Hyde Park, em Londres, ao lado de The Corrs e da BBC Symphony Orchestra.
Em 2006, no lançamento de seu novo álbum, Hey There, o músico foi nomeado, pelo segundo ano consecutivo, à categoria Melhor do Jazz. Foi nesse ano que Ray e sua banda visitaram o Brasil pela primeira vez.
The Perfect Gentlemen
The Perfect Gentlemen fornece a mistura perfeita de harmonia e humor. Preservando os bons sons vocais americanos de uma época na qual a música era música. O quarteto recria as harmonias de grupos lendários como The Ink Spots e Pied Pipers, enquanto inclui a época de canções cômicas que ficaram famosas por Louis Jordan e The Hotshots Hoosier.
Uma performance do grupo inclui música melodiosa misturada com alegria magistral, malícia e confraternização. A versatilidade dos integrantes permite deslocamentos entre os estilos de esforço vocal, enquanto cantam à capela ou enquanto estão acompanhados por guitarra ou ukulele. No show, eles resgatam diversos estilos de jazz como Barbershop, Dixieland, Blues, Big Band, Doo-wop, Bluegrass, Disco, Punk Techno e Rap. Isso sem contar com o visual dos músicos, o qual encanta plateias a cada vez que eles sobem aos palcos.
The Perfect Gentlemen é composta por quatro artistas de talento sem igual. Dan Jordan (segundo tenor), Jim Campbell (baixo), Tim Reeder (barítono / ukulele / tenor guitar) e Phil Gold (primeiro tenor). Juntos, os quatro artistas se complementam de uma forma animada, fazendo música e perfomances que prendem a atenção do público.
Formada em 1998, The Perfect Gentlemen tem realizado shows por todo os Estados Unidos, fez diversas turnês no Reino Unido e já passou pelo Brasil, inclusive, com apresentação no Jazz festival Brasil 2006. Os músicos também se apresentaram a bordo de navios de cruzeiro. Além disso, o grupo apresentou com a Pacific Symphony e South Coast Symphony, aparecendo como o quarteto de barbearia em uma versão de concerto encenado. A banda conta ainda com grandes clientes corporativos como Disney Entertainment Productions, San Manuel Indian Bingo & Casino, L.A. Economic Development Corporation, Rose Bowl Foundation e Make-A-Wish Foundation, entre outros.
Em 2000, The Perfect Gentlemen venceu o L.A. Regional Harmony Sweepstakes A Cappella Competition e também o David Lichtman Award for Best Original, por Salute to the 20th Century. Dois anos mais tarde, o grupo foi nomeado o Melhor Grupo Vocal à Capela e Instrumental dos Estados Unidos, além da apresentação ter sido selecionada como o show favorito do público. Suas vozes também podem ser ouvidas no Mystery Mine, passeio de emoção do novo parque temático Dollywood, localizado no Tennessee, Estados Unidos, e também nos filmes Undersea Deepo 3-D Wonder Show, exibido no Aquário Geórgia, em Atlanta, e A Fish Story at the Aquarium of the Pacific, em Long Beach, na Califórnia.
Sweet System
O trio Sweet System, composto por Gabrielle Godart, Catherine Nominé e Martineke Kooistra foi formado em 1994 e cantava swings dos anos 1930 e 1940. Em 2004, o encontro com o vibrafonista Dany Doriz foi decisivo para o trio, quando gravaram juntos o CD Jazz Fever. Foi aí que o trio feminino iniciou um novo capítulo na carreira. Essa era a oportunidade pela qual as artistas esperavam, pois tinham um novo repertório com seus próprios arranjos, harmonias e novos ritmos trabalhados com ousadia. O resultado foi um novo show, incluindo estrelas comoMarc Fosset e Claude Tissendier.
Sweet System é formado por três damas que possuem presença explosiva, glamourosa e divertida. Essa é a razão pela qual, em abril de 2004, ganharam o prêmio Jazz à Juan, competição internacional organizada pelo festival de jazz de mesmo nome. Desde então, a banda tem atuado em clubes de jazz, bem como em famosos festivais mundo afora.
Hoje o Sweet System está trabalhando em seu próximo álbum, que trará novas composições, fazendo uma fusão de músicas ao jazz. O disco contará com a participação dos jazzistas franceses como Remi Toulon, Jean Pierre e Derouard Salesse David.
Tricia Boutté & New Orleans Band
Tricia Boutté cresceu em meio a uma família musical, que inclui sua tia, a lendária vocalista de jazz Lillian Boutté. Por uma época, Tricia trabalhou como secretária para o estúdio Allen Toussaint’s Sea Saint. Quando Allen descobriu que ela poderia usar seus recursos vocais, convidou-a para fazer alguns trabalhos e gostou do que ouviu. Além de interagir soul e R&B, Tricia, com o codinome Sista Teedy, liderou uma nova banda de reggae chamada Cool Riddims, que recentemente lançou seu disco Pledge to my people. A jazz singer também é vocalista da banda Leroy Jones Quintet em turnês pela Europa.
Após aparecer como Sista Teedy, finalmente lançou álbuns de R&B com seu nome Tricia Boutté. Mas é o Cool Riddims, gravado e lançado a pedido de Allen, que a cantora considera sendo a verdadeira expressão de si mesma como artista.
Em 2008, Tricia foi convidada pela curadoria do Jazz Festival Brasil e percorreu seis capitais brasileiras, recebendo calorosos elogios da crítica nacional.
Gary Brown
Nascido em uma família de músicos, Gary Brown começou sua carreira musical numa idade precoce. Em seu décimo primeiro aniversário, já estava atuando em bandas de jazz, com seus dois irmãos e seu pai, o trompetista Wilbert Brown. Gary passou a formar seus próprios grupos e a desenvolver um talento e reputação como um baixista hábil e versátil. Enquanto estudava na Art San José State University, percebeu que a música era sua verdadeira vocação e resolveu dedicar sua vida e sua carreira a ela. Após deixar a escola, estudou com o renomado Skip Parnell, do Philadelphia Academy of Music.
Nos últimos 20 anos, o músico fez várias turnês nos Estados Unidos, Europa, Ásia, América do Sul e Oriente Médio, onde gravou e dividiu o palco com Flora Purim e Airto Moreira, Pharoah Sanders Jeff Beal, Steve Winwood, Narada Michael Walden, Dianne Reeves, Lou Rawls, Ernie Watts, Lucien John, Eddie Henderson, Alex Acuña, Dori Caymmi, George Duke, Roy Ayers, Oscar Castro Neves, Lyle Mays, Mike Shrieve, Paul McCandless, Alphonse Mouzon, Andy Narrell, entre outros.
Em sua trajetória, Gary Brown lançou diversos projetos solo, entre eles Welcome to New Orleans, My Heaven, The Key, Blues on Bourbon, Gary Brown & Feelings: Doin’ It Live, Ms. Magic e seu último trabalho More Love.
O artista é convidado especial do Bourbon Fest 2010, evento parceiro do Jazz Festival Brasil, em São Paulo. Já esteve no país para apresentações na casa de espetáculos Bourbon Street em 2007 e em 2008 e volta agora para se apresentar em Belo Horizonte pela primeira vez.
Daniel Boaventura e Jazz Festival Brasil Band
Filho de professores de uma família tradicional, que ouvia MPB e música erudita, Daniel Boaventura teve a música como algo natural em sua formação. Quando aos oito anos mudou-se com a família para a Pensilvânia, sua identificação com a língua inglesa surgiu e enquanto imitava as canções dos desenhos animados da TV, iniciava suas aulas de trombone. De volta ao Brasil, começou a participar de festivais de música do colégio e, aos 15 anos, montou duas bandas com os amigos da escola, Horas vagas e Os tocáveis.
Em 1991, Daniel Boaventura estreou nos palcos apresentando o clássico On Broadway. Em seguida, participou do musical Zás Trás e do show solo Pop n’jazz, que lhe rendeu o Troféu Caymmi, na categoria Intérprete Revelação. Logo depois, encenou O casamento do pequeno burguês, de Bertold Brecht, no qual, além de cantar a atuar, tocava saxofone. Em 1993, o musical Os cafajestes se tornou sucesso nacional e resultou no prêmio Sharp de Melhor Musical em 1995.
Após diversas passagens por novelas e minisséries na TV Globo, Daniel estreou Company, seu primeiro grande musical. Na sequência, conquistou o prêmio Qualidade Brasil, pelo musical Vitor ou Vitória, no qual atuava com Marília Pêra. Mas, foi o personagem Gaston, do musical A Bela e a Fera, que se tornou um dos mais marcantes de sua carreira. Os produtores da peça original se renderam ao seu talento, considerando-o o melhor intérprete entre todos os atores que fizeram o papel em mais de 15 países. Em 2004, fez o musical Chicago. Depois de comprovar seu talento no teatro e na TV, lançou seu primeiro CD, Songs 4 U, em parceria com a Sony Music e com a Som Livre. O álbum traz regravações de clássicos da música norte-americana das décadas de 1960 e 1970 como You’re So Vain, do cantor Carly Simon, Fly Me to the Moon, sucesso na voz de Frank Sinatra, além da música I’m In The Mood For Love. Esta, gravada originalmente por Francis Langford e regravada à exaustão por nomes como Rod Stewart, Louis Armstrong, Ella Fitzgerald, Nat King Cole e Amy Winehouse.
Os curadores
Leonardo Soltz
Diretor e presidente da Soltz Cultural/Cultura Livre, atua no setor cultural e de comunicação há mais de 20 anos. Nesse período, idealizou e realizou inúmeros shows de gêneros musicais como choro, MPB, serestas e música sertaneja. Coordenou e produziu eventos como as mostras internacionais de Miró, Picasso e Gaudí, na galeria do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, e o projeto de educação e entretenimento para públicos infantis Turma do Cabralzinho. Também esteve à frente do grupo que trabalhou na efeméride dos 50 anos da Bossa Nova no Brasil, Chega de Saudade. Desde 2001, atua como produtor cultural e empresário do Jazz Festival Brasil.
Nik Payton
Nascido na Inglaterra, aos 15 anos tornou-se aluno do grande saxofonista e clarinetista americano Bob Wilber. Aos 16, participou da primeira turnê do músico e sua banda nos Estados Unidos. Formou junto a outros grandes nomes o grupo The Charleston Chasers, um dos mais conhecidos na Europa. Tocou também com o Pasadena Roof Orchestra por mais de sete anos. Em 2000, Nik foi convidado a excursionar pelo Reino Unido com a Duke Ellington Orchestra, nessa época sob o comando de Paul Mercer Ellington, neto de Duke. Participou como convidado na gravação de trilhas sonoras, entre elas dos filmes brasileiros Olga e Filhos do Vento, ambos a convite de Marcus Vianna. Na Soltz Cultural/Cultura Livre, atua como diretor artístico do Jazz Festival Brasil.
Serviço
Dois Mil e Jazz apresenta Jazz Festival Brasil
19/8 (quinta-feira), 21h (R$ 40): The Perfect Gentlemen e Sweet System
20/8 (sexta-feira), 21h (R$ 40): Tricia Boutté & New Orleans Band e Gary Brown
21/8 (sábado), 21h (R$ 40): Ray Gelato & Giants
22/8 (domingo), 11h (R$ 3): Daniel Boaventura & Jazz Festival Brasil Band
Local: Grande Teatro do Palácio das Artes – Avenida Afonso Pena, 1537 – Centro
Informações: (31) 3296.5624
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